In dubio pro post :: January :: 2006

MULHERES BEM SUCEDIDAS - PARTE V.

X: Nossa, o que são esses papéis na sua cama?

Y: São recibos. Eu estava limpando minha bolsa.

X: Você sabe daquela teoria entre a compulsão por comprar e a falta de sexo?

Z: Ah, isso é uma grande bobagem. Eu, por exemplo, compro por prazer.

Posted: January 31, 2006 Comments (0)

COLEGAS DE TRABALHO, SEMPRE ELES.

Lilhááááá,

Levei a cam pro estágio hoje e tirei uma foto da sua mesa. Olha só o que te espera, nega!
Até quarta, chuchu!

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REVELANDO O SEGREDO.

Existem 3 coisas que eu me recuso piamente em discutir com outros seres da mesma espécie, quais sejam: música, cinema e a conversão da temperatura de Celsius para Farenheit. Do mesmo jeito que eu não gosto de discutir, eu também não gosto de escrever acerca do assunto.

Todavia, ultimamente, existe tanta coisa que eu não gosto mas estou fazendo, como por exemplo plagiando minha monografia, que eu desisti do não-gostar. Hoje eu comi brócolis.

Eu ouço Agepê no carro, mas ando com uma camiseta gringa, rasgada e suada dos Ramones, e quem liga? Eu não dou carona mesmo.

O mesmo se passa com relação ao cinema. Embora eu me faça de machona pelas ruas, ande sempre com o peito estufado e desviando olhares para a bundinha das menininhas; no cinema meu negócio é assistir Brokeback Mountain, mano!!

O fato é que eu estava no Canadá, e não tinha acesso diário à internet para ler qualquer coisa sobre a película antes de assistí-la. Eu só sabia que se tratava de uma história de amor. Nos primeiros 4 minutos de filme reconheci ser também um dramalhão western americano dos anos 60, e com o desenrolar das cenas e a tentativa de entender o Heath Ledger e seu jeito bizarro de falar sem mostrar a dentição; descobri que no filme tinha uma cabana, tinha uma cabana no meio do filme, no meio do filme tinha uma cabana…


- Segura a pistola enquanto eu fico na retaguarda, benhê!

E foi lá que o amor dos rapazes meio que se consumou, é claro que teve cachaça no meio, e além disso, eles trabalhavam na montanha em meio ao inverno frio; enfim, o meio não foi o fim, se é que vocês me entendem.

Mas estamos falando dos anos 60 minhagenti, e é claro que tudo que acontece dentro da cabana, fica e morre por lá; a vida dos rapazes é construída em cima de mentiras e de acordo com a moral social da época. Infelizmente, as bibas os cowboys não conseguem ser tão ocultos, o romance se torna cada vez mais um empecilho na vida de cada um, os quais, não sabem lidar de forma racional com a situação.

O filme é envolvente, tem um ritmo lento e pausado, o que o torna, de certa forma, emocionalmente intimista. Os mais entendidos (ui*), disseram que faltou química entre os personagens; e eu só achei que o Heath Ledger abria pouco a boca pra beijar, somente isso.

Nota: 8,33333…

PS: Qualquer semelhança é mera falta de vergonha na cara mesmo.

Posted: January 30, 2006 Comments (0)

O DIA DA SURUBA.

Sabe, gente bonita e sem dente, tem muita coisa da minha viagem que eu queria contar aqui, mas sei que ao passar dos dias, tudo ficará fora do contexto, então não me resta outra alternativa senão contar agora.

É notável que estou falando dos podres da viagem, e não do dia que recebi o Prêmio de Imigrante Emérita, que diga-se de passagem, foi um saco, ou um sonho…não sei.

Tudo começou no aeroporto, antes de embarcar. Estávamos eu, meu pai, meu irmão, minha cunhada e a Carol (amiga-irmã-namorada-swingueira). Tinha uma fila imensa para fazer o check in das bagagens e eu estava com fome; então, enquanto todos ficavam na filinha por mim, eu corri até o Merd Donald´s com a Carol e traçamos um mega blaster merdlanche.

Voltamos, e era nossa vez de ficar na fila e deixar, pai, irmão e cunhada se alimentarem. Na fila, eu e a Carol ficamos fazendo rabiscos inteligíveis na minha mala, e depois ela descobriu que o creme dela estourou dentro da bolsa, enfim, até hoje o aeroporto sofre com o cheiro que lá permanecera.

Fiz o check in.

- O que? Aí está escrito Canadá??? Mas eu vou pro Japão!!! O__o

Eu não podia perder meus últimos minutos de graça no Brasil, mas o povo lá é muito sério, ou o cheiro do creme que afetou todo mundo, não sei.

Fato é que, chegava a hora de eu embarcar e minha família ainda estava jantando. Eu ligava freneticamente pro celular do bródi e nada. O que me consolava é que eu pelo menos tinha a Carol pra dar um abraço de despedida, e eu voticontá, ela é bem gostosa.

Eis que chega meu irmão e cunhada afobados:

- Tá indo já??? Bjotchau, chegou a pizza lá. O pai já vem.

E depois meu pai com a boca cheia e suja de molho:

- Tchau nené. Pizza Hut pepperoni massa grossa, precisamos pedir mais dessas lá em casa.

Entrei e quando olho pra trás, a Carol fazendo um tchau vergonha alheia total. O mais engraçado é que as pessoas se afastavam e eu tentava avisá-la: "É o cheiro do creme, feche-o, vá se limpar."; mas ela entendia: "Vou sentir saudades, te adoro, cuidado com o mar."

Na alfândega confiscaram meu cortador de unhas. Nem liguei. Antes ele do que a pinça.


Fernando 3 Pelos Torres

15 horas depois, chego no aeroporto de Vancouver, e foi a partir deste dia que desisti de acreditar nos filmes; ninguém segurava placa com meu nome. NINGUÉM!! Eu deveria pular esta parte que na verdade foi mais desesperadora do que cômica. Naquele momento eu só queria me chamar: Mohamed Ali.

No dia de Natal, fui jantar na casa de uma família típica canadense, amigos da minha hostmother, que na verdade é da Sérvia, e lá eu quebrei um copo. Mas não me deixei intimidar pelos olhares de reprovação, fui lá e quebrei uma taça. Expliquei que era tradição aqui no Brasil e ela ainda deixou eu usar a internet.

No ano novo eu fui à uma festa. O preço do convite foi 30 dólares, e ainda dava direito a 10 cervejas. Não tinha negócio mais lucrativo, eu juro, até porque já eram 7 horas da noite do dia 31 quando decidi o que faria. No Brasil já era 2006.

Eu fui, intercalei vodka com as 10 cervejas.

Minha cota de bebidas acabou, a música não agradava, então, eu consegui pegar um taxi e soletrar o meu endereço toscamente. Mas não consegui chegar no banheiro, queimei a largada e vomitei na minha lunch bag, que depois de devidamente lavada, sumiu. o__O


Se fosse igual a essa eu teria lamentado a perda, mas era de papel.

Eu me perdia em todos os pontos turísticos de Vancouver. TODOS! O intuito era ir ao Stanley Park, alugar uma bicicleta e ficar andando com o vento do Alasca batendo em meu rosto. Eu me perdi tanto pra achar onde se alugavam as benditas bikes, que quando achei, finalmente, as lojas estavam fechadas, não só elas mas o comércio local, os ônibus também não estavam funcionando e eu ainda tinha esquecido meu Nintendo DS em casa.

As pessoas esqueciam os guarda-chuvas ao meu lado; em pubs, restaurantes, ou até mesmo na escola. Os coreanos da minha sala cogitaram fazer uma vaquinha pra me dar um de presente. Eles falaram na língua deles, mas eu estava ligadinha.


Meus irmãos. Todos adotados.

Eu não penteava o cabelo quando acordava.

Um dia eu fiquei sozinha em casa e não dei uma festa.

Eu estava sentada esperando o busão e uma mulher me perguntou:

- Há quanto tempo você está aqui?
- Um mês

Quando na verdade ela se referia há quanto tempo eu esperava o busão.

Eu perdi: o cabo usb da minha câmera antiga, 500 minutos de ligação para o Brasil, um e-mail do Bol que eu não acessava à 7 anos, 1 dólar na máquina de refrigerante, uma promoção de aparelhos de DVD por 20 dólares e minha virgindade a oportunidade de divulgar meu blog na mesa de um pub.

Eu conheci pessoas incríveis, todos prometeram churrascos, encontros para relembrar, os mexicanos ofereceram descontos nos hotéis em Cancun, e eu ofereci uma fita com minha versão demo de Happy Together do The Turtles.

Apesar do frio que fazia lá, voltei de havaianas, pois eu já calçava 42. Realmente eu deveria ter discutido com os Agentes Federais que confiscaram meu cortador de unhas.

Por fim, fiquei devendo no Duty Free, mas comprei um creme novo pra Carol, só que inodoro.

Posted: January 28, 2006 Comments (0)

CAFÉZINHO?

Lilhá diz:
Oi, vc faz monografias?

Prof. Lex diz:
Boa tarde

Prof. Lex diz:
Sim, fazemos.

Prof. Lex diz:
Qual o seu curso?

Lilhá diz:
Direito.

Prof. Lex diz:
Já definiu o tema?

Lilhá diz:
Já, mas na verdade pode ser qualquer um.

Prof. Lex diz:
Meu nome é Antônio, sou professor universitário na área de Marketing. Não sou eu quem elabora os trabalhos. Coordeno uma equipe multidisciplinar de professores. Assim, seja avaliando seu tema ou sugerindo um, é preciso que eu tenha algumas informações a respeito do que você quer desenvolver.

Lilhá diz:
E por que "Lex"?

Prof. Lex diz:
O ideal é que eu lhe passe um e-mail com nossa metodologia de trabalho e um pequeno formulário que você deverá preencher e me encaminhar. A partir daí, faço a consulta com os professores e lhe retorno dizendo o que é possível fazer em seu caso, tudo bem?

Lilhá diz:
não, eu tô com pressa.

Prof. Lex diz:
Como eu acabei de escrever, sou professor de Marketing. Só consultando os professores.

Lilhá diz:
E por que "Lex"?

Prof. Lex diz:
Está com pressa? Precisa entregar a monografia hoje?

Lilhá diz:
dia 08/02

Prof. Lex diz:
Bem, boa tarde então. E boa sorte na sua procura.

Lilhá diz:
Quanto tempo demora?

Prof. Lex diz:
Ah, sim. É mais do que o suficiente.

Lilhá diz:
q

Prof. Lex diz:
Podemos entregar antes do dia 08, mas precisa nos enviar o formulário preenchido.

Lilhá diz:
Quanto mais rápido a monografia me for entregue, melhor; e eu pago o preço que for, tô desesperada, a ponto de me suicidar.

Prof. Lex diz:
O quanto mais depressa?

Lilhá diz:
Antes de eu conseguir comprar uma arma.

Prof. Lex diz:
Pode ser qualquer tema nessa área?

Prof. Lex diz:
Quantas páginas?

Prof. Lex diz:
Qual sua instituição?

Prof. Lex diz:
Seu curso é de graduação ou pós?

Lilhá diz:
50 páginas, graduação, Mackenzie.

Lilhá diz:
Qualquer tema, qualquer coisa, pode estar até relacionado com Direitos e Garantias Fundamentais; e aquela baboseira toda que sabemos que não é verdade.

Prof. Lex diz:
Pra quando quer a entrega?

Lilhá diz:
Até o dia 07, consegues?

Prof. Lex diz:
Sim, sem problemas. Me dê alguns minutos e sugiro alguns temas, tudo bem?

Lilhá diz:
ok

Prof. Lex diz:
Estou consultando os professores que estão on-line

Lilhá diz:
tô ligadinha

*minutos depois*

Lilhá diz:
Gostei de todos, pode fazer o que for mais barato.

Prof. Lex diz:
Ok. Anote então os dados para depósito.

Lilhá diz:
manda

Prof. Lex diz:
Banco do Brasil ou Brasdesco?

Lilhá diz:
Itaú =~

Prof. Lex diz:
Bradesco
Agência XXXX
Conta POUPANÇA XXXXXXX
Antônio do Nascimento

Prof. Lex diz:
Observe que é conta poupança, não corrente, ok?

Lilhá diz:
Alerta e operante.

Lilhá diz:
Quanto morre?

Prof. Lex diz:
Seu curso é graduação ou pós?

Lilhá diz:
graduação, já disse.

Prof. Lex diz:
R$ 480,00 ao todo, sendo este primeiro depósito de R$ 240,00.

Lilhá diz:
pode dividir o resto do depósito?

Prof. Lex diz:
Então, lamento.

Lilhá diz:
Ela vem encardernada já? Ou só o .doc?

Prof. Lex diz:
Segue por e-mail, a encadernação você mesmo faz ou contrata a parte.

Lilhá diz:
Então, tá cara.

Prof. Lex diz:
Sim, a questão com relação ao número de páginas é o preço.

Prof. Lex diz:
Uma monografia com 40 laudas sai a R$ 320,00

Prof. Lex diz:
Acabei de lhe enviar um e-mail com nossa metodologia de trabalho e orçamentos. Se tiver interesse, nos envie o formulário preenchido de volta.

Prof. Lex diz:
Se está achando cara e tem pressa, compre uma pronta.

Lilhá diz:
Porra, era exatamente isso que eu achei estar negociando!!

Prof. Lex diz:
Vai querer com ou sem açúcar??

Lilhá diz:
Sem.

Posted: January 27, 2006 Comments (0)

FPS 171.

Gostaria de agradecer às principais empresas fabricantes de protetor solar, que patrocinaram meu vôo de volta ao Brasil; bem como a Associação dos Albinos Vesgos do Estado de São Paulo, os quais foram me recepcionar no aeroporto a fim de que eu não me sentisse mal perante o resto das pessoas.

Eu não entendi, mas enfim, eles me ajudaram com as 8 malas aleatórias que eu peguei lá na esteira; pois as minhas estavam demorando demais. Peloamor…

Posted: January 25, 2006 Comments (0)

TCHAUAE.


- Adeus Lilhá, volte logo pra sua terra, sua verme imprestável.

Sábado é dia de se despedir desta cidade que tanto me fez sentir…er… molhada. Rain, rain, go away!

De Vancouver para Toronto, de Toronto para Niagara Falls, de Niagara Falls para o albergue pulguento e do albergue sujo com quartos mistos para o Brasil.

Sei lá, pode ser que neste meio tempo eu compre um pedaço de pizza por 99 cents.

Posted: January 18, 2006 Comments (0)

SWITZZZERRRLAND.

- Lilhá, saudades absurdas de ti.
- Eu tbm.
- Mas me diga, e seu inglês?
- Ele não é inglês, é suiço.

Posted: January 15, 2006 Comments (0)

NOTÍCIAS DE ÚLTIMA HORA.

Update: Post devidamente acentuado.

Tudo começou no dia do Boxing Day (26.12.05). Eu tinha em mãos uma lista de coisas que eu queria muito comprar, levar pro Brasil e fazer inveja para os outros. Todavia, a soma do preço de tudo, mais a porra da taxa de 14%, talvez me faria voltar pra casa mais cedo, no dia seguinte, eu diria.

Entao, fui atrás do que era mais importante; o Nintendo DS, e depois, uma câmera digital mais potente que a minha, 512 MB de memória, entre outras picuinhas.

Caraleos, e meu iPod? E o iPod que eu prometi para Sam??. Aliás, beijo no coração, sobrinha linda de meodeos!

Os dias foram passando, os dólares canadenses evaporando… e eu continuo na atividade ensinando os coreanos a serem revoltados, baterem em suas mulheres, xingarem o próximo e descubrirem que o Budismo nao tá com nada. É isso minhagenti, bêbada, sem iPod e sem acentos. Poderia ser pior, poderia.

Posted: January 13, 2006 Comments (0)

CHOVE MAS NÃO MOLHA.

Quando eu estava prestes a viajar, alguém já havia me alertado sobre o clima daqui e não satisfeito(a), ainda fez um trocadilho tosco e manjado com o nome da cidade: Raincouver. Que sem graça! Três horas antes de pegar o avião, quando eu estava arrumando minha mala, eu lembrei de trazer minha pinça; mas do guarda chuva eu esqueci.

Tudo o que eu pensei em trazer e esqueci, era facilmente encontrado no comércio local, logo, despreocupei-me.

O fato é que aqui realmente chove pacaraleo, mas não aqueles temporais cabulosos que inundam a cidade e me faz pensar estar em Veneza; trata-se daquela chuva chata, que não pára durante todo o dia, e quando pára, voce já está em casa deitada, pijamão e assistindo Criss Angel (putamerda, que sensacional!!).

Eu não tenho um guarda chuva, eu poderia comprar um guarda chuva, eu não quero comprar um guarda chuva; terei orgulho de dizer que sobrevivi aqui sem guarda chuva; até porque, guarda chuva em inglês é umbrella, isso sim é bizarro!

Posted: January 11, 2006 Comments (0)