SET SET.
As sextas-feiras acabaram. Desde que eu comecei o cursinho para o Exame da OAB aos sábados, das 8 da manhã até as 14 da tarde, eu me proibi, terminantemente, de sair as sextas.
NÃO ME CHAMEM PARA SAIR DE SEXTA. COMPREENDIDO?? NÃÃÃÃO!
Porque eu vou contar um segredo: é caro.
Mas tudo bem, se é necessário fazê-lo e o Exame se assemelha cada vez mais a um segundo vestibular na minha vida, levarei esta porra a sério. A partir de hoje, claro.
O cursinho, em tese, é legal. Ele existe em todo o Brasil, mas somente em São Paulo que as aulas são realizadas. Então, a sala é um estúdio de TV e as outras unidades as assistem por vídeo conferência.
No primeiro dia eu achei o máximo, e realizei a proeza de adentrar em todas as aulas quando o luminoso NO AR já estava aceso. Causando barulho, pisando no pé dos concorrentes colegas, e a desviar das câmeras. Na última folha do meu caderno eu escrevi: FILMA EU, GALVÃO!, e mostrei ao camera-man, o qual até hoje me olha com cara de:
- Coitada, essa não vai passar.
Os professores recebem perguntas por e-mail, de todo o Brasil durante a aula, menos do Acre, por óbvio. Além disso, são os típicos professores engraçadões, o que de certa forma torna a aula menos maçante, mas só um pouco menos, tipo 5%.
Eu dormi em todas algumas, mas agora me comprometerei que isso não acontecerá mais.
Então, durante a tarde, eu fui divagar sobre esta bela merda que eu fiz de entrar no cursinho e cheguei à seguinte conclusão: nenhum cursinho é bom, não me venham falar que passou no exame porque a aula do Profº X foi foda, ou senão porque os livros do cursinho têm tudo. É MENTIRA! A explicação a seguir é coerente, mas não acreditem nela, por favor.
- O cursinho lucra com o que?
Com um bando de gente burra o suficiente para deixar lá 7 cheques até passar no exame.
- Qual a função dos alunos?
Estudar, somente.
- E a do cursinho?
Ensinar, fazer que acreditemos estar aprendendo algo, colocar seus logos em todos os produtos, os quais andaremos por aí mostrando pra todo mundo, confundir sua cabeça sobre o "monstro de teta do Exame da OAB", desesperar de um modo geral, desde o preço do pão de queijo na lanchonete, até as perguntas que ninguém entende para depois falar:…e olha que essa era fácil, hein.
Acorda povo, o cursinho não quer que ninguém passe, o propósito é outro, assim, no singular mesmo:
Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um, cheques.
É matemático.

