Personagens:
Rita
Ela é nipo mas prefere não seguir as tradições de seus ascendentes. Não é recatada e gosta de negões com dreadlocks. Aprecia a cerveja como um líquido vital, o reggae como a música que alimenta sua alma e calcinha de algodão.
Tereza
Não tem meias palavras. De beleza e inteligência invejáveis, costuma ser a mais responsável das três ao medir todo o perigo das idéias que surgiam de Rita e Joana. Mas ela tá em todas, mesmo que o perigo seja notório; só pra depois dizer: Eu avisei.
Joana
Ela não cria as idéias, mas as molda de seu jeito. Tem um blog, um vídeo game e uma coleção de tazos perdida nas gavetas que há 3 anos está adiando para arrumar.
Rita, Tereza e Joana se conheceram no colegial. Eram amigas inseparáveis até mesmo quando faziam provas. Muito embora fossem de salas e idades diferentes, costumavam se reunir nos intervalos para criar apelidos e observar o comportamento das pessoas.
Eram mulheres apaixonadas e apaixonantes. Joana namorava o Hugo, Rita namorava o melhor amigo do Hugo e Tereza era fogo no rabo.
Rita e Joana brigaram, ficaram 5 anos sem se falar e se reencontraram após isso, ambas solteiras e em um bar qualquer. Sentaram, conversaram, beberam muito e se divertiram como nos velhos tempos. Tereza foi neutra quanto à briga, mas quanto à bebida ela quis ficar no time das cachaceiras. Contaram um pouco mais de suas histórias e o que havia se passado neste longos anos sem contato. Joana plantou uma árvore, Tereza cortou as pontas do cabelo e Rita sofreu um acidente de carro e perdeu seus DOIS DENTES DA FRENTE, revelando assim, que aquilo que usava era uma prótese. Hora de ir.
- Jô, você pode me dar uma carona?
- Claro Rita, vamos dar umas voltinhas antes.
[…]
- Putamerda, nós estamos muito bêbadas! - disse Joana
- Passa na frente daquele bar que eu vou abaixar as calças e grudar minha buzanfa na janela do carro. - regurgitou Tereza.
- Caraleos alados, duvido! - Rita, ensandecida
- Porra, não duvide de mim - *abre o zíper*
Risadas, gargalhadas e a mania bizarra que Joana tinha de meter a testa na buzina em meio ao trânsito.
- Vontade de fazer xixi. - Joana
- Paremos em algum lugar que mais um minuto eu vou explodir. - Rita
- Eu espero, de coração, que você esteja de fralda tendo em vista que o carro é meu. - Joana
- HAHAHAAHAHAH pára esta merda, o meu tá na portinha! - Tereza
Sendo assim, Joana estacionou seu carro sem saber onde estava exatamente. Por um momento acreditou estar em Las Vegas já que um grande luminoso piscava freneticamente ao seu lado.
- Vamos entrar. - Joana
- Mas isso é um puteiro. - Rita
- Vocês piraram? - Tereza
Joana se aproxima da porta da casa de tolerância que ostentava um belo e forte segurança.
- Podemos entrar?
- Todas são maiores?
- Sim.
- Divirtam-se.
Joana é a primeira a adentrar o recinto e fica feliz ao saber que mesmo se não houvesse um banheiro lá, havia um fliperama ou uma máquina que parecia com um. Rita vem logo atrás, tentando esconder seu rosto entre os cabelos, mas não deu certo tendo em vista que ela tem uma cara larga. E Tereza ficou pra trás, como uma retardatária.
Ao passar pela máquina de fliperama Joana começa a rir muito, já que não se tratava de um jogo e sim, um pornozão bonito se desenvolvendo com graça na tela. Segundo informações na porta, os toiletes eram no fim da casa, depois de uma porta, só que ninguém tinha avisado que o ambiente era rodeado de espelhos e Rita apalpava calmamente em busca de uma fechadura, pelo menos.
Até este momento Tereza já tinha as alcançado. Achada a porta, foi praticamente uma avalanche, elas entraram e bateram a porta como se lá dentro estivessem protegidas. De repente, um gemido.
- Uhh uh uhhh ohhhhhh pára pára, não não…
Elas se entreolharam e putamerda, estavam em um puteiro, queriam o que? O barulho de um pêndulo de relógio? Pela decoração precária do local, poderia até existir um, mas nem deveria estar funcionando, aliás, o pêndulo já era há muito tempo usado para outra coisa.
- Eu não vou conseguir fazer xixi aqui, é nojento.
- Sem frescura Joana, faz um spider.
- Nããão, no spider eu tenho que me apoiar na parede, não quero encostar em nada, vou fazer um obelisco style.
- Ok
*barulhinho de xixi*
- Nossa, o que é isso atrás de você? - diz Joana enquanto fecha seu zíper
- Putaquelamerda, é uma montanha de lixo! - Tereza
- E o que é aquilo saindo da sacola? - Joana e seu poder ocular
- Seringa, gaze, tem umas ampolas aqui também. Mas isso é lixo hospitalar! - Tereza ao observar mais de perto e sem encostar.
- O QUE CARALEOS ENTÃO ESTAMOS FAZENDO PARADAS?? AJUDEM-ME A PROCURAR OS MEUS DENTES NESTE LIXO! - Rita
Tereza mija nas calças.