SENTE O DRAMA.
Eu me inscrevi para algumas-muitas-quase todas palestras que a OAB aqui do Centro de São Paulo vai dar este mês e o próximo. Algumas a tarde, momento em que perco meu tempo com bobagens na internet e outras a noite, momento em que eu faço bobagens com o meu tempo.
Parecia tudo muito responsável da minha parte, por óbvio, até o dia da primeira palestra devidamente inscrita. Era uma quarta-feira um pouco nublada. Sair de casa não estaria nos meus planos em um dia como aquele se efetivamente não houvesse um compromisso.
O Diablo Black Car estava pronto para uma pilotagem até o Centro, quando, de inopino, recordei-me que era rodízio do mesmo e não poderia ir com ele sob pena de ser multada e coisa e tal. Sem problemas.
O metrô mais próximo da minha casa tem um shopping e um shopping tem estacionamento, lá ficaria o carro e eu pegaria o metrô rumo à Estação Sé desembarque pelo lado esquerdo do trem.
Chegaria à Estação com 30 minutos de atraso, pois a fila era enorme pra comprar um mísero bilhete. Então eu sairia pelo lado errado e teria que andar uns bocados até chegar ao local. Alguém pensaria em me assaltar, furtar, passar o pé pra eu cair, mas desistiria ao ver que eu carregava uma lata de leite em pó (pré-requisito para entrar na palestra). A secretária da OAB não saberia me informar em que lugar eu deveria ir porque era o 1º dia dela de trabalho. Além disso, eu entraria no auditório, chutaria sem querer uma cadeira e faria a maioria das pessoas olhar pra mim. Tomaria um cafezinho de tão enfadonho que estava e ao acabar a palestra, voltaria no metrô pensando na vida e na minha geladeira, porque estaria com muita fome.
Que bom que eu não sou previsível e ao avistar a fila da bilheteria do metrô preferi entrar no shopping e pegar a fila do cinema.
- Ai, vou empinar uma pipa.

