Putamerda, que esperto. Não vai dar aula e ainda vai vender livro. Eu preciso começar a aprender estas estratégias de advogado/autor/professor/modelo e manequim.
Até então eu era a semi analfabeta que queria aula de regência verbal e uso dos porquês, e os outros, eram malandros/espertões/sou foda/fui no show do ASA DE ÁGUIA. Só que todos estavam frenéticos pra comprar o livro com o descontão, como se toda aquela situação fosse um benefício pra nós, alunos.
Eu odeio me sentir um ET, mas que atitude tomar se só eu percebi que tudo não passou de uma simulação para fazer com que os alunos sentissem que saíram ganhando?
Desabafar. Saí para o intervalo com a minha nova amiga de Ribeirão Preto e enquanto ela devorava um pão de queijo - daqueles massudos, que depois de 3 horas se transformam em objetos de alta periculosidade podendo até matar caso sejam arremessados - eu falei da minha teoria das DUAS PRAGAS do século.
Ao longo da minha vida, já que agora eu estou com 87 anos, e depois de conversar com muita gente, percebi uma alta incidência de duas situações:
► 97,8% da sociedade relatou que já teve problema com motoboy no trânsito. Um retrovisor a menos, uma porta chutada, a morte de um ente querido que pensou em reagir;
► 100% relatou que advogado é tudo pilantra porque *insira aqui n formas de enganar as pessoas*.
Pois é. Raro é encontrar alguém no mundo que ainda não tenha se fodido lindamente por causa de motoboy ou então, por causa de um advogado.
- Ô, mas por que você fica falando mal da sua classe profissional? E se são pragas, devem ser erradicadas, é isso? MORTE AOS ADVOG.. explique-se.
Primeiramente eu não estou falando mal. Gente muito competente e que faz valer a pena o amor à profissão existe, só que elas morrem cedo. Algumas morrerão em 2010, por exemplo. E não devem ser erradicadas pois são pragas que se comparam àquelas necessárias para a plantação, sob pena de desequilibrar o meio ambiente.
Quanto aos motoboys, que se fodam todos.
Acho que minha nova amiga tirou um cochilo enquanto eu explicava tudo isso ou então ficou assustada, não sei. Esse povo do interior aprende desde pequeno que não deve dar muita confiança aos paulistas. Ela nem me ofereceu um pedaço do pão de queijo.
Voltei pra aula e estava prazeirosa.
Por fim, resolvi observar o comportamento das pessoas com uma visão mais sociológica, inconformada com a legião de imbecis que eu terei que conviver. Percebi que em um grupo de 10 pessoas, 7 tomavam GUARAVITA.
Agora eu sei porque eu nunca tomei essa merda.