RESUMÃO.
Curitiba - PR
Foi o pão do sanduíche, afinal, a parada em Curitiba só se justifica nas viagens rodoviárias para não cansar o turista paulista.
Se fôssemos de avião, desembarcaríamos diretamente no prédio da TAM em Porto Alegre e de lá seguiríamos pra Serra Gaúcha. Todavia, como eu ainda não conhecia nada, foi tudo válido e bonito. Achei a cidade linda, limpa e organizada. Bom, pelo menos por onde passei, e talvez só tenha sido pelo Centro mesmo.
Além dos pontos turísticos tradicionais (Jardim Botânico, Ópera de Arame, etc…), nos quais estava sempre chovendo, conheci o Bairro de Santa Felicidade e sua gastronomia excepcional. O hotel era ótimo, aconchegante, tinham o melhor suco de melancia do universo, porém, a descarga, a qual eu estudei todo o mecanismo, não funcionava direito. No último dia recebemos a visita de Santhyago e Falcon, amigos do théo, diretamente do Boqueirão.
Eu não sei, mas do jeito que eles falaram DA QUEBRADA deles, o Boqueirão deve ser como a Zona Leste em Sampa ¬¬
Por fim, fomos almoçar em uma churrascaria antes de voltarmos para São Paulo. A sensação de viajar de ônibus com mais 15 kg de picanha no alho não é lá muito agradável. Dormi litros. Era só o que eu sabia fazer dentro do busão pra não vomitar no namorado.
Antônio Prado - RS
Imagina que seu guia é o Clodovil. Sim, só isso já basta.
- Gentemmm. Vamos pra um lugar agora TUDODIBÃO!
Antônio Prado é uma cidade minúscula. Apenas uma volta no quarteirão nos fez conhecê-la totalmente, inclusive, passar na frente de algumas casas que fizeram parte do cenário do filme " O Quatrilho". A cidade inteira é tombada, em paralelepípedos conservados e pinturas também. O comércio costuma fechar as 11:30 h. Então, os comerciantes voltam às suas casas, almoçam, dormem, e só voltam as 13:30 h. Igualzinho aqui na Avenida Paulista, o Eric e a Gabi.
Estávamos andando felizes e tirando fotos quando eu sinto um cheiro fenomenal. Era uma mini padaria, com um monte de pão estranho que eu não reconheci, aí eu perguntei e o gaúcho disse:
- É CRUSTELLE!
Comprei 1 kg disso, que eu adoro e minha avó costumava fazer todos os Natais.
Eu não sei se isso vai pra história da cidade, mas vai pra do blog. O théo entrou na Igreja de lá, bateu um papo com o MANO LÁ DE CIMA e não derreteu.
Carlos Barbosa - RS
Desembarcamos da Maria Fumaça em Carlos Barbosa e fomos conhecer a cidade. É nela que fica a loja de varejo da Tramontina. Não que eu tenha pesquisado preço de enxoval, mas não vale a pena. A maioria das coisas lá é mais cara. O théo ficou o tempo inteiro na seção dos PUNHAIS, e eu fui fazer meu turismo sanitário básico. Esse foi o banheiro mais agradável de toda a viagem, eu moraria lá dentro.
Depois teve degustação de queijo em uma lojinha, em seguida almoço no restaurante. E putamerda, só se come nesta PORRA.
Garibaldi - RS
De todas as cidades foi a que achei mais sem graça. Giuseppe Garibaldi não devia ser um cara muito engraçado, social e extrovertido. Aliás, quem é ele mesmo?
Visitamos o museu da cidade, que mantinha algumas antiguidades trazidas pelos imigrantes locais. E foi aí que eu resolvi inserir mais uma coisa que quero ter na minha casa além de um fliperama e uma jukebox. Um gramofone.
Na sequência passeamos no trenzinho "TIM TIM", que faz uma volta panorâmica pela cidade e passa pelas casas importantes. Importantes pra eles ok, pois eu não me lembro de nenhuma pra contar aqui.
Bom, foi em Garibaldi também que visitamos a primeira Vinícola. Passeamos entre pipas de vinho. E se lá fora tava frio, dentro das vinícolas eram uns 4 graus a menos. No fim rolou uma degustação generosa e COMPRAS!
OBS: Esse negócio de degustação é interessante. Nesta vinícola o negócio foi generoso mesmo, as pessoas enchiam nossos copos sem limite de vezes. No fim eu até dei uma sentadinha por que já estava meio tonta. Em seguida eles abrem as portas e você entra na loja com mais um monte de bebida. Então aquela legião de embriagados esquece do limite do cartão e vai pegando bebidas e mais bebidas. Bela tática, espero que não comece a pegar esta moda em sex shops.
- Olá, venha fazer degustação do nosso vibrador mentolado.
Muita covardia.
Nova Petrópolis - RS
Diferentemente das outras cidades, em que a imigração italiana era largamente homenageada, em Nova Petrópolis, a maior influência é alemã. Tanto é que a cidade tem uma rádio local, a qual fica rolando nas caixas de som no meio da rua, em que só se fala alemão e tocam músicas alemãs.
Casas lindas, bastante limpa também. As lojas de malhas e couros eram as mais caras. Na praça tinha um labirinto de grama e um passarinho super social que eu fiquei seguindo na calçada.
O que eles chamam de shoppings são na verdade galerias de lojas, bem rápidos de se visitar. Se o théo já é quente, depois do chocolate quente que tomamos lá , ele [CENSURADO].
Canela - RS
Canela me agradou bastante. A loja de queijos era a mais barata e tinha muitas variedades. Foi lá também que adquiri Cheech & Chong para desespero da Clem que fica derrubando as coitadas da prateleira a todo momento. Dentre todos os templos religiosos da viagem, a Catedral de Pedra de Canela é a mais linda, visualmente falando.
Alguns passeios da viagem eram opcionais, e nós fomos em todos porque somos super participativos com a galerinha da excursão e tal. Uma pessoa chegou a me perguntar se o théo era brasileiro, porque ele não falava. Só comigo, e sacanagem ainda.
Um deles foi o Mundo a Vapor que eu não vou explicar porque tá tudo no site. Parece algo infanto - juvenil, mas eu diria que se fosse uma criança ia achar este lugar uma bosta, ainda mais quando a lembrancinha é um pedaço de papel feito na menor fábrica a vapor do mundo. Imagina chegar com uma coisa dessa na escola, 2ª série? De certo apanharia.
Parque do Caracol. O único atrativo é uma cachoeira e tal. Para quem já foi à Foz do Iguaçu ou então pra Niagara Falls, é como ver o show cover de sua banda favorita. Nada demais mesmo. Só rolou um passeio romântico de mãos dadas entre araucárias, em seguida parei em uma lojinha de guloseimas e comprei um VINHO quente, mas tava bastante enjoativo. Será por quê?
Gramado - RS
Poxa, Gramado/RS é Campos do Jordão/SP e me atirem pedras até eu sangrar. Até mesmo Festival de Inverno com direito à palco, apresentações de ballet, shows de MPB, pianistas e concertos musicais eles têm. Não sei quem copiou de quem e… que diferença faz?
Um calçadão com lojas de roupas, vinhos e chocolates (em Gramado: Prawer, em Campos do Jordão: Montanhês); bares e restaurantes que servem pratos tradicionais (em Gramado: sopa de capeletti, em Campos do Jordão: fondue), muito frio e madames com casacos de peles em ambos os lugares.
Não consegui ver as salas de cinema que sediam o Festival de Cinema de Gramado, só o hall de entrada, com muitas placas de homenagem e a estátua do Kikito em tamanho família.
Além disso, pudemos visitar a fábrica de chocolate supracitada, Prawer. Com direito a usar uma touca pra entrar no recinto e tudo mais. Ao final, o de sempre, degustação e compras, só que era chocolate. Fiquei triste pois o Sul já havia me transformado em uma enóloga alcóolatra compulsiva e eu tava pouco me fodendo pra doces.
Sobre o Mini Mundo também deixarei por conta do site. Não que 10 reais seja caro por um ingresso, até porque alguém tem que pagar por isso, o mais bobo, o turista. Tirei fotos bonitinhas até, todavia o lugar parecia a sala da minha casa quando eu montava as coisas da Barbie no tapete, enquanto o meu irmão fazia o mesmo com o Castelo de Greyskull.
Parque do Lago Negro. O guia disse que o passeio por lá era rápido. Eu não sei quanto tempo foi exatamente, mas com certeza foi o mais proveitoso. Foram 20 minutos de pedalinho, 3 minutos pra comprar pipoca e mais 7 minutos no banheiro porque era só xixi, né?
Bento Gonçalves - RS
O pórtico de entrada de Bento Gonçalves é uma pipa de vinho, umas das Igrejas também é em formato de pipa de vinho. Eu saía dos restaurantes locais me sentindo uma pipa de vinho.
Foi a cidade em que ficamos hospedados. O hotel, sem o que reclamar, até porque tinha banheira no quarto, algo que não havíamos contratado. A descarga também funcionava belezinha. UFA!
Na primeira manhã, fomos fazer o passeio da Maria Fumaça. Ela sai de Bento Gonçalves e antes do embarque eles dão vinho pra geral (tipo, 9 da manhã). Em seguida ela pára na estação de Garibaldi e lá é a vez do Espumante. Tudo isso acompanhado de shows gaúchos, tarantellas, uma peça teatral humorística, dentro e fora do trem. Por fim desembarca em Carlos Barbosa e deixa a gente por alí gorfando passeando.
Eu perguntei pro théo se ele tem descendência italiana porque senão estaria achando aquilo tudo muito chato. No parque temático Epopéia Italiana, você passeia dentre um cenário com um casal de atores que conta uma história verídica da imigração. Eu confesso que até me emocionei em algumas partes porque sou boba pacaraleo. E também foi inevitável não pensar nos meus bisavós e aquelas histórias que a família contava no domingo enquanto comiam uma bela macarronada.
A famosa Vinícola Aurora também estava no roteiro da cidade. A bandeira preta na rua declarava o luto já que dois diretores dela estavam no avião que explodiu. Lá dentro, sempre a mesma coisa, frio e pipas de vinho enoooormes, algumas de madeira sendo substituídas por outras de inox (e essa foi a informação mais importante de todo o texto, percebam). No meio do caminho, entre bandeiras de todos os países para os quais a Vínicola exporta seus produtos, uma estátua de Bacco segurando o pipi com uma mão e uma garrafa de vinho com a outra. Uma cena deveras comum em churrascos universitários.
Na degustação perguntaram pro théo se ele tinha mais de 18 anos. HAHAHAHAHAH
No último dia nosso guia foi substituído por uma guia local que nos explicaria o que era o Projeto Caminhos de Pedra. Ela tinha a voz mais irritante da galáxia e no microfone ainda ficava fanha. O Caminho de Pedra foi árduo, sonoramente falando. Dentre os pontos de visitação, só fomos em dois:
- A Casa da Ovelha - sabe aquele lance que todo dono parece com seu animal? O diretor do local parecia com uma ovelha, eu juro. Lá, ovelhas são criadas e delas é retirado o leite, somente. Então fazem iogurtes, queijos, etc. Dão uma palestra de como o leite de ovelha é altamente recomendável. Aí todo mundo se abraça. Ok, mentira. Depois só compras mesmo.
- A Casa da Erva - mate - a própria família dona da casa nos recepciona e mostra como eles fabricam a erva mate. E como fabricavam também, já que hoje eles usam a eletricidade. Em seguida a anfitriã nos ensina a fazer chimarrão, bem como todas as tradicões que se seguem depois de feito. Compras e mais compras na lojinha da família, e degustação de CACHAÇA E BAGACEIRA. Já que nesta altura vinho só pra perdedores.
Viagem recomendadíssima, principalmente se for em casal e ambos estejam procurando por conhecimento de outras culturas, friozinho e momentos românticos. Quando disse que era passeio de velho, eu menti em termos. Por óbvio que não teve baladas, bebedeiras e sexo casual. Porém, não tem idade fazer a coisa mais legal do mundo (viajar), com a pessoa que mais importa. Nem que essa viagem seja perto, uns 30 km digamos, tipo de São Paulo à Taboão.
That´s all folks!






