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Foram 3 semanas ou um mês, não sei direito, transferindo o arquivo do outro blog manualmente pra cá. Foi tipo uma terapia porque a emoção de ler as merdas que eu sempre escrevi, não teve preço. Tanto é que elas me fizeram perder o tesão por esse lance de blog. Ou seja, eu sempre escrevi coisas muito ruins O.o
O único problema é que ficará essa vontade de escrever reprimida, e isso não pode. Então fica assim: eu uso esse espaço aqui pra escrever as merdas de sempre - o qual eu não divulgarei -, e vocês… quem são vocês?
- Bom, isso é só o começo. Entramos pra Comissão do Jovem Advogado e já fazemos o networking. Em seguida, elaboramos uns planos de pesquisa, trabalhos, cartilhas cidadãs e esperamos o feedback dos outros. Na sequência já teremos todo o business planning do nosso trabalho, o qual só precisará ser executado seguindo um roadbook organizado.
E depois que eu falei isso descobri que meu blog acabou. É sério. FIM, TCHAUZÃO, THE END, BABY, BYE BYE. Não é algo compatível. Não sei se vocês me entendem. Acho que não. Nem eu. Mas não dá mais. Não mesmo. É necessário que eu me convença disso o mais rápido possível.
Preciso de ajuda divina.
Eduardo postou às 10:53 PM | Comente. | Link para o post.
Há uns dias comecei a peregrinação atrás da compra do meu apartamento amado. Ainda não contatei imobiliária, está sendo tudo no boca a boca mesmo, com porteiros e zeladores. Corretores são chatos pacaraleo, muito embora eu não tenha desistido de tirar meu CRECI pra virar uma. Já vi uns três e gostei de um. Onde eu só atravesso a rua e já estou no meu escritório. Nada de luxo porque eu vou morar sozinha. Nada de banheira de ofurô também, merda.
Mas como sempre, eu me surpreendo com a burrice humana.
- Eu fui lá e a chave não tá na portaria, Sr. Antônio (o proprietário do apê).
- Tá sim, Lilian, deixei com o zelador. Com quem vc falou?
- Com a porteira, digo, com a porteiro - fêmea. *ri sozinha* Enfim, com uma mulher que tava na portaria.
- Pode dizer pra ela que autorizei sua visita.
- Tá.
É claro que eu tava falando da minha burrice mesmo. Qual é o feminino de porteiro?
Já comentei que tem um restaurante japonês embaixo do escritório, nóm? Então, tem um lindo e aconchegante restaurante nipônico.
Quando eu fico no escritório até mais tarde, umas 19 horas da noite, consigo decifrar tudo o que se passa na cozinha, inclusive, o cheiro de anchova domina a sala. Muitas vezes eu e a sócia temos que apertar o GLEID PLUS lá no banheiro e fechar todas as janelas. Só que nas noites frias, não existe cara de pau de descer, bater na porta da cozinha e pedir um pouco de missô, tipo mendiga mesmo.
Já almocei lá diversas vezes. Certa vez sentei as 13 horas na mesa, só levantei as 15 e fui pra casa dormir. Maldito rodízio.
Mas sempre com meu comportamento forense peculiar. Calça social, terninho, scarpin, um CÓDIGO CIVIL numa mão e uma pastinha na outra. Hoje eu estava lá esperando meu shimeji e finalizando a leitura do livro de Direitos Humanos Contemporâneos. Sabe, comé, tenho que ser levada a sério pelos meninos que trabalham no estabelecimento. Sei fazer uma cara de responsável que é um espetáculo.
Não me contive. Depois de rir litros com a sócia, ainda enfiei uma fatia de nabo no nariz.
Acabou o pouco que restava de reputação na vizinhança.