O Tim Festival foi uma zona. Às vezes eu acho que é disso que o povo gosta, é isso que o povo quer. Porque cada ano lota mais, cada ano você tem que dar sempre um jeitinho de comprar a meia entrada antes de acabar, e TODO ANO tem banda que te faz dormir.

Show da Bjork
Saí de casa convicta em perder os shows do Spank Rock e Hot Chip. Iria ficar lá balançando o tronco sem nem saber que música estavam tocando. Por mim perderia o show da Bjork também, mas aí nem fila pra entrar tinha mais, a cerveja do camelô já tinha até acabado e eu fiquei lá fora com vergonha que pensassem: Coitada, não tem ingresso e vai ficar aqui fora ouvindo o show.
Outra coisa que decepcionou demais: o som. Putamerda, eu não sei se tem a ver esse lance de vento, mas o som às vezes não chegava onde a gente tava. Em certo momento vi uma menina colocando a mão na orelha, tipo fazendo uma conchinha e fui copiar e tal. Senti-me uma imbecil. Em seguida falei pra Carol fazer pra eu não me sentir mais imbecil sozinha.
Então a Bjork entra no palco vestida de Kisses da Hersheys e eu… durmo. Achei que ia chover, fiquei olhando pro céu, mas parecia que tava tudo sob o controle de São Pedro. Depois de duas horas o show da Bjork acaba, porque quanto mais você torce pra acabar uma coisa, mais ela demora. Murphy´s law on the rocks. E na real? A torcida parecia grande, era só olhar pra fila da barraca da cerveja.
Demoraram mais duas horas só pra retirar os apetrechos que a Bjork deixou no palco e entrou Juliette com seu penacho, fazendo uma dança esquisita que eu falei: FODEO, AGORA CHOVE.

Tim Festival wih lasers
Após cada música ela tirava uma peça de roupa e eu já tava imaginando ela peladinha. Muito embora o resto da banda chamava mais atenção. Todos sem camisa.
O som, uma bosta. Ela mesmo pediu pra aumentar o volume do microfone ou algo assim, apenas se ouvia a batera e a …batera. Só os roadies na coxia ouviram a guitarra. Nem o baterista ouviu a guitarra. Ai, só batera, cadê a voz dela?
Performance com a bandeira do Brasil. Texto decorado pra falar no Rio, Sampa e provavelmente em Curitiba (falha nossa, não tem Juliette em Curita, perdeu preibói). Todos bateram palma, uns exclamaram: ela é foda!. Uma gordinha do meu lado chorou e Juliette apresentou a banda, com aquele esquema que cada um faz o seu solinho, tipo banda em final de formatura e tal.
Intervalo. Era hora de sentar no chão em cima daquela bituca de cigarro babada de batom vermelho, conversar com a galera e fazer de conta que não tava cansada, que o show não estava atrasado em sei lá, 3 horas, e que não avisou o pai que ia voltar umas 2 e meia mas sabia que não sairia de lá antes das 4 da manhã.
Arctic Monkeys, ai que coisa linda *-* Empolguei-me em Balaclava não me perguntem o porquê. Gritei um HEY! sozinha, foi constrangedor. Coisa de momento.
Quando o telão resolveu focalizar o rosto de Alex - somente cantando, sem tocar, senão ele parece uma britadeira - a Carol disse: ai, que olhar perdido. E eu, no maior estilo pedreiro way of life,… não, nem vou escrever o que falei pra ela HAHAHAHA *vergonha*
Poxa, a gordinha do meu lado chorou de novo. Mas deu vontade mesmo quando o show acabou e eu não ouvi "Leave before de lights come on". Claro, até lembrar que já era dia 29 e fim de mês é uma desgraça. Aí eu fiquei puta por ser pobre.
Tchau macacos, Brandon tá chegando.
Mais um intervalo, agora o chão estava tão nojento que era melhor nem olhar antes de sentar. Intervalo longo, deu tempo da japinha queimar um fino responsa com o namorado.
Quatro horas da matina e VAIAS? COMASSIM? É, o povo começou a vaiar a demora. Eu também, oi. A sonoplastia aumentou o som nesta hora, era Radiohead. Ah sim, acabou tudo, água, cerveja e o bom senso da galera. Menos pra Carol, a qual disse que pelo menos tinha sabão no banheiro feminino. Otimismo é a lei.
Sério, eu sucumbi por alguns momentos. O show começou, as pilhas da minha câmera acabaram bem na gravação de "Read my mind" e ainda tinha música pacaraleo. Fiquei sentada durante "Somebody Told me" e "Mr. Brightside", levantei de novo pra "For Reasons Unknown" e me aguentei até o fim. Mais 20 km até o estacionamento e 4 horas de sono nesta noite.
Agora repitam comigo, please: sentir dor é psicológico.